Viajar para Curitiba
dependendo do horário é puro exercício de sorte, apesar de o aeroporto Afonso
Pena ser aconchegante, acolhedor, além de organizado.
Lamento se decepciono, mas
subjetividade diz muito de todos nós.
A questão é a seguinte: Haverá
teto e a aeronave aterrissará?
Todas as vezes que viajo
para Curitiba, organizo minha chegada a partir do final da manhã.
Aeroporto fechado, voltar
para Porto Alegre, ir a São Paulo, descer em Florianópolis aguardar conexão e
tentar finalmente chegar à Curitiba é o pior caminho para visitar clientes e
fechar negócios.
Gestores reconhecem,
doutrinas militares colaboraram para a formação dos administrados.
Conceitos de estratégia,
hierarquia, planejamento, táticas, gestão por objetivo, planos de metas, são oriundos das práticas militares, sem
contar com a bibliografia, livros como a
arte da guerra, marketing de guerrilha e vários outros.
Empresas de segurança têm
como alicerce conhecimentos militares e foram constituídas em sua grande
maioria a partir das competências destes profissionais.
Ter mais de quarenta permite
navegar no melhor do universo das experiências, sejam elas pessoais, afetivas
ou profissionais.
Embora lides humanas desde
sempre foram norte, a aproximação com máquinas e um “bichinho” intangível
denominado software sinalizou uma excelente oportunidade, sedução pouca é
bobagem.
A estratégia era visitar empresas
de segurança, clientes potenciais do software, demonstrar o sistema, encantar a
todos e óbvio assinar o contrato.
Importante considerar que no
caso estratégia deve ser traduzida por cenário ideal.
Contrariando probabilidades,
primeiras horas da manhã, inverno embarque Varig, Porto Alegre /Curitiba,
reunião marcada para as 10 horas, tudo acontece dentro do previsto.
Na chegada à empresa a tensão
é grande.
A sala da apresentação esta
pronta, mais de dez homens estão reunidos, sentados em
torno da grande mesa, todas as bases estavam ali para conhecer o sistema de
gerenciamento das operações, gerentes, diretores, técnicos, assessores, todos
atentos e ávidos por respostas e soluções.
Importante mencionar que naquela
época nas empresas de segurança não havia mulheres no “alto comando”, qualquer
semelhança com o exército não seria mera coincidência.
Em uma das extremidades da
mesa estavam apenas eu, a pasta com o meu notebook e uma tremedeira maluca.
Conhecimentos não faltavam,
mas discutir com uma platéia como aquela realmente soava como estréia.
Silencio total, começo a
abrir lentamente o fecho da pasta, necessitava de um elo, alguma frase ou
palavra que propiciasse conexão para desenvolver o trabalho.
Abro totalmente a pasta,
retiro o note, coloco sobre a mesa e por décimos de segundos observo meus
interlocutores, respiro fundo e pergunto: Pensaram que o meu notebook era cor
de rosa????
Todos, absolutamente todos
começaram a rir, a ligação estava feita.
Cabos conectados, máquina ligada
e ao primeiro som do equipamento todos retornam a seriedade do momento
anterior, novamente por milésimos de segundo observo a platéia e afirmo.
Gostaria de agradecer a oportunidade e fazer uma confissão, este notebook é do meu chefe, o meu é cor de rosa e esta
no conserto, já podemos começar?
Novamente risos e
brincadeiras, a apresentação começa e ficamos por mais de três horas discutindo
os benefícios do sistema, as necessidades, dificuldades e as eventuais
customizações que deveriam ser realizadas.
Alguns processos de seleção
e recrutamento utilizam dinâmicas, técnicas e conceitos absolutamente
“diferenciados”, bons profissionais são dispensados sem que tenham chance de demonstrar
que podem ser solução.
Saber lidar com o inusitado,
esta além dos jogos, dos egos inflados, dos textos de próprio punho ou do uso
de ternos alinhados.
Expertises, assim como
outros tantos “bordões” é a bola da vez nos ambientes corporativos.
Mas afinal o que é ter
expertises, seria ser esperto, ser competente, se atilado?
Subjetividade é rótulo
pessoal e intransferível, assim como estratégia desde sempre é cria militar,
aventurar-se definir expertise como a sua capacidade de dar a solução não será
de todo pecado mortal.
Alguém com boa dose de
curiosidade poderiam questionar, onde começa, do que é feita, como se constrói
esta “ferramenta de gestão” com o codinome expertise.
Sugiro que a investigação
comece no brilho do seu olhar, na dopamina e na endorfina que você se sente
inundar diante do que realmente faz a diferença na sua vida.
Reconhecer e estar inundado desses
“sintomas” pode determinar que sejamos a solução logo somos expertises, somos paixão
e somos tesão pelo nosso trabalho, pelas nossas tarefas e, sobretudo pelo futuro
que podemos nos proporcionar, mas atenção esta relação só tem valor se trafegar
em mão dupla.
O contrário disto é notebook
cinza.
Voce e a propria EXPERTISE, tenho dito parabens.
ResponderExcluirGostei, sueca. Bj
ResponderExcluirHumhum... sempre tive medo daquele note cor de rosa... kkkk
ResponderExcluirJan.. perfeito! Como dizem "é bem assim!".
Kisses.
AMEI!!!!! É A TUA CARA... VC É DEMAIS!!! HAHAHAHA...
ResponderExcluirO texto a seguir foi enviado pela minha amiga Vivi. Ela não consegui publicar, solicitou então...(rsrsr) seu desejo é uma ordem:
ResponderExcluirOi amadaaa!!! Finalmente parei pra ler teu último texto, porque isso não é coisa de se fazer às pressas..rsssss. A-do-rei!!! E juro que te vi sentada naquela mesa em frente àquele monte de homens sérios e dizendo a frase "pensaram que meu notebook era cor-de-rosa?????" Compartilhamos de tantas experiências a esse respeito que entendo exatamente o que vc quis dizer com esse texto. E mais: concordo que a estrada é de mão dupla, ou é melhor trafegar por outros trajetos. Beijosss! (publica pra mim???rssss)