Não raras são às vezes em
que assistimos noticiários informando que uma escola foi invadida, “uma pessoa”
atirou, matou e feriu crianças, professores e funcionários,
Telejornais contam que aqui,
ali ou naquele tal Estado alguém teve seu corpo incendiado por “algumas
pessoas”. Elas atearam fogo em um ser
humano que dormia sob a marquise do prédio da avenida x.
Jornais estampam fotos de uma
mulher que foi agredida e a perícia não soube precisar quantas foram as
estocadas, quantos foram os golpes que determinaram a morte daquela pessoa.
Trabalhadores saem para
buscar sustento, são agredidos, assaltados, subjugados, alguns
não sobrevive à dor física e morrem outros sucumbem ao ataque moral e
psicológico.
Pessoas são contratadas,
apaixonam-se literalmente pelos seus afazeres, mas não sobrevivem ao “ambiente
organizacional”.
Esqueçamos as avaliações, os
ensinamentos e as regras sugeridas por Freud, Jung, Lacan e tantos outros.
Pensemos apenas em amor, em
carinho, em sim, em não, em pode, não pode e principalmente no vá em frente
porque se você quiser voltar estarei aqui, confie em mim, confie em você.
Os processos de educação e
construção de um Ser Humano passam necessariamente pelo sim e pelo não,
independentemente da situação social ou econômica e isto é fato.
Desde criança nos contam
histórias de fadas, de reis e rainhas, que são atacados por monstros,, bruxas e exércitos. Invariavelmente as fadas operam milagres
grandiosos, os bons reis e as boas rainhas sempre vencem a tudo e a todos.
Crescemos, começamos a
escolher nossos livros, nossos filmes e nos deparamos com Drácula,
Frankenstein, A Múmia e vários outros monstros que sempre são vencidos pelos
mocinhos e mocinhas das nossas histórias adolescentes.
Agora somos adultos e começamos
a nos deparar com notícias impactantes.
A escola foi invadida, o
mendigo incendiado, a mulher assassinada, o trabalhador assaltado, a paixão
pelo trabalho passou a ser raiva, ressentimento e dor.
Cada cultura cria seus
próprios monstros.
Criar monstros significa
deixar nascer, fazer crescer e para que isto aconteça, será necessário
alimentá-los.
Importante lembra que quem
faz nascer, crescer e alimenta monstro possui o exclusivo poder de gerar
sucessores.
O alimento nosso de cada dia
pode ser amor e carinho ou medo e ódio.
Voltando aos pais da
psicologia encontramos algumas definições, reflexões muito importantes, dentre elas de que somos o resultado
do meio, somos a soma de nossas experiências, somos a herança genética que
definiu nossas emoções, somos, somos, somos...
Podemos migrar para
justificativas religiosas, podemos dizer absolutamente tudo sobre tudo que nos
leve a compreender porque os monstros se criam.
A minha teoria é a de que em
algum momento eles não receberam um sonoro não.
Alguma coisa meio assim...
não você não pode, não você não deve, não faça porque não é correto...
E quando o não “justificado”
não resolveu dizer não porque eu não quero surte efeito.
As doenças nossas de cada
dia tem raiz em algum momento de abandono, de medo, de tristeza e ressentimento.
Buscar respostas no alto
conhecimento é a fração ideal, mas quando condições adversas não permitem,
livre-se de suas dores, crie coragem e vá em frente, a melhor resposta, o
melhor caminho esta no amor que existe no seu coração, afinal dar a luz ao filhinho
do Frankenstein será horrível, a foto dele nunca será divulgada na sua página
do facebook.