quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Expertises


Viajar para Curitiba dependendo do horário é puro exercício de sorte, apesar de o aeroporto Afonso Pena ser aconchegante, acolhedor, além de organizado.
Lamento se decepciono, mas subjetividade diz muito de todos nós.
A questão é a seguinte: Haverá teto e a aeronave aterrissará?
Todas as vezes que viajo para Curitiba, organizo minha chegada a partir do final da manhã.
Aeroporto fechado, voltar para Porto Alegre, ir a São Paulo, descer em Florianópolis aguardar conexão e tentar finalmente chegar à Curitiba é o pior caminho para visitar clientes e fechar negócios.
Gestores reconhecem, doutrinas militares colaboraram para a formação dos administrados.
Conceitos de estratégia, hierarquia, planejamento, táticas, gestão por objetivo, planos de metas,  são oriundos das práticas militares, sem contar com a bibliografia,  livros como a arte da guerra, marketing de guerrilha e vários outros.
Empresas de segurança têm como alicerce conhecimentos militares e foram constituídas em sua grande maioria a partir das competências destes profissionais.
Ter mais de quarenta permite navegar no melhor do universo das experiências, sejam elas pessoais, afetivas ou profissionais.
Embora lides humanas desde sempre foram norte, a aproximação com máquinas e um “bichinho” intangível denominado software sinalizou uma excelente oportunidade, sedução pouca é bobagem.
A estratégia era visitar empresas de segurança, clientes potenciais do software, demonstrar o sistema, encantar a todos e óbvio assinar o contrato.
Importante considerar que no caso estratégia deve ser traduzida por cenário ideal.
Contrariando probabilidades, primeiras horas da manhã, inverno embarque Varig, Porto Alegre /Curitiba, reunião marcada para as 10 horas, tudo acontece dentro do previsto.
Na chegada à empresa a tensão é grande.
A sala da apresentação esta pronta, mais de dez homens  estão reunidos, sentados em torno da grande mesa, todas as bases estavam ali para conhecer o sistema de gerenciamento das operações, gerentes, diretores, técnicos, assessores, todos atentos e ávidos por respostas e soluções.
Importante mencionar que naquela época nas empresas de segurança não havia mulheres no “alto comando”, qualquer semelhança com o exército não seria mera coincidência.
Em uma das extremidades da mesa estavam apenas eu, a pasta com o meu notebook e uma tremedeira maluca.
Conhecimentos não faltavam, mas discutir com uma platéia como aquela realmente soava como estréia.
Silencio total, começo a abrir lentamente o fecho da pasta, necessitava de um elo, alguma frase ou palavra que propiciasse conexão para desenvolver o trabalho.
Abro totalmente a pasta, retiro o note, coloco sobre a mesa e por décimos de segundos observo meus interlocutores, respiro fundo e pergunto: Pensaram que o meu notebook era cor de rosa????
Todos, absolutamente todos começaram a rir, a ligação estava feita.
Cabos conectados, máquina ligada e ao primeiro som do equipamento todos retornam a seriedade do momento anterior, novamente por milésimos de segundo observo a platéia e afirmo.
Gostaria de agradecer a oportunidade e fazer uma confissão, este notebook é do meu chefe, o meu é cor de rosa e esta no conserto, já podemos começar?
Novamente risos e brincadeiras, a apresentação começa e ficamos por mais de três horas discutindo os benefícios do sistema, as necessidades, dificuldades e as eventuais customizações que deveriam ser realizadas.
Alguns processos de seleção e recrutamento utilizam dinâmicas, técnicas e conceitos absolutamente “diferenciados”, bons profissionais são dispensados sem que tenham chance de demonstrar que podem ser solução.
Saber lidar com o inusitado, esta além dos jogos, dos egos inflados, dos textos de próprio punho ou do uso de ternos alinhados.
Expertises, assim como outros tantos “bordões” é a bola da vez nos ambientes corporativos.
Mas afinal o que é ter expertises, seria ser esperto, ser competente, se atilado?
Subjetividade é rótulo pessoal e intransferível, assim como estratégia desde sempre é cria militar, aventurar-se definir expertise como a sua capacidade de dar a solução não será de todo pecado mortal.
Alguém com boa dose de curiosidade poderiam questionar, onde começa, do que é feita, como se constrói esta “ferramenta de gestão” com o codinome expertise.
Sugiro que a investigação comece no brilho do seu olhar, na dopamina e na endorfina que você se sente inundar diante do que realmente faz a diferença na sua vida.
Reconhecer e estar inundado desses “sintomas” pode determinar que sejamos a solução logo somos expertises, somos paixão e somos tesão pelo nosso trabalho, pelas nossas tarefas e, sobretudo pelo futuro que podemos nos proporcionar, mas atenção esta relação só tem valor se trafegar em mão dupla.
O contrário disto é notebook cinza.

5 comentários:

  1. Voce e a propria EXPERTISE, tenho dito parabens.

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  2. Humhum... sempre tive medo daquele note cor de rosa... kkkk
    Jan.. perfeito! Como dizem "é bem assim!".
    Kisses.

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  3. AMEI!!!!! É A TUA CARA... VC É DEMAIS!!! HAHAHAHA...

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  4. O texto a seguir foi enviado pela minha amiga Vivi. Ela não consegui publicar, solicitou então...(rsrsr) seu desejo é uma ordem:
    Oi amadaaa!!! Finalmente parei pra ler teu último texto, porque isso não é coisa de se fazer às pressas..rsssss. A-do-rei!!! E juro que te vi sentada naquela mesa em frente àquele monte de homens sérios e dizendo a frase "pensaram que meu notebook era cor-de-rosa?????" Compartilhamos de tantas experiências a esse respeito que entendo exatamente o que vc quis dizer com esse texto. E mais: concordo que a estrada é de mão dupla, ou é melhor trafegar por outros trajetos. Beijosss! (publica pra mim???rssss)

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